Artefatos em vidro na Amazônia colonial

Autores

  • Everaldo dos Santos Júnior Mestre em Antropologia pela universidade Federal do Pará (uFPA)
  • Diogo Menezes Costa Professor do Programa de Pós-graduação em Antropologia da universidade Federal do Pará (uFPA)

DOI:

https://doi.org/10.55695/rdahayl14.02.132

Palavras-chave:

Engenho do Murutucu, artefatos de vidro lascado, análise tecnológica

Resumo

A presença Africana na Amazônia desde o período colonial tem sido alvo de vários estudos históricos e antropológicos. Entretanto, a investigação da cultura material de africanos e afrodescendentes é realizada somente em alguns sítios arqueológicos da região. neste trabalho serão apresentados alguns indícios físicos da vivência e trabalho dos grupos de pessoas escravizadas em senzalas de engenhos de aguardente e açúcar no estuário amazônico. Através de uma coleção de artefatos em vidro, recuperados em pesquisas arqueológicas no sítio histórico Engenho do Murutucu, cidade de Belém, Estado do Pará, Brasil.

Ao analisar a coleção de vidro, foi percebido que um número de fragmentos possuía negativos de retiradas nas bordas. Com isto, 30 fragmentos foram isolados devido a evidência de seu uso criativo como instrumentos. Os instrumentos foram recuperados na área da antiga senzala, da casa-grande, e na área da lixeira do sítio. Com base na análise tecnológica e no método diacrítico foi possível perceber que os instrumentos possuem variabilidade dos gumes, com diferenças nos delineamentos, ângulos e suportes. Há instrumentos com aspectos multifuncionais e unifuncionais, indicando ação social dos escravizados. Destarte, pensamos que o vidro se apresenta como suporte com potencialidade funcional variada, e que os instrumentos foram confeccionados e utilizados pelos escravizados a partir de concepções técnicas-culturais conscientes.

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Publicado

2021-10-08

Edição

Seção

Artículos

Como Citar

dos Santos Júnior, E., & Menezes Costa, D. (2021). Artefatos em vidro na Amazônia colonial. Revista De Arqueología Histórica Argentina Y Latinoamericana, 14(2), 9-30. https://doi.org/10.55695/rdahayl14.02.132

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